Diva

Diva é uma escultura na terra que representa, nas palavras da artista Juliana Notari, uma ferida-vulva. A obra foi produzida durante a participação de Juliana numa residência artística no Parque Artístico Botânico Usina da Arte, em parceria com o Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam), e ocupa o alto de uma montanha em Água Preta, a cerca de 130 quilômetros do Recife. Com 33 metros de altura, 16 de largura e seis metros de profundidade, a escultura é um desdobramento de uma série de trabalhos da artista, que desde 2003 vem explorando buracos, feridas e aspectos da anatomia feminina em sua pesquisa. Finalizada em dezembro de 2020, Diva gerou uma forte reação conservadora e diversas polêmicas no Brasil e mundo afora. O jornal conservador britânico The Daily Mail, por exemplo, publicou uma foto da obra coberta de pixels. Juliana é artista, doutoranda e mestre em Artes Visuais pela UERJ. Trabalha com as mais diversas linguagens (instalações, performances, vídeos, fotografias, desenhos e objetos) com abordagem multidisciplinar. Seus trabalhos transitam entre a biografia, o confessional, a catarse ou práticas relacionais. Nos últimos anos, tem se destacado pelas suas videoperformances e desde 2001 vem realizando exposições no Brasil e no exterior e recebeu prêmios onde se destacam: Prêmio do 33º Salão Arte Pará, 2014; Prêmio Funarte Mulheres nas Artes Visuais 2013; Artista indicada ao Prêmio PIPA, em 2018 e 2019; Exposição dos finalistas do 7º Prêmio Marcantonio Vilaça MAB-FAAP, SP, 2019.

Este conteúdo foi produzido e inserido como contrapartida do Inciso II da Lei Aldir Blanc, Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura/ Ministério do Turismo e Governo Federal.

autoria

Juliana Notari

Data

2020

Local

Água Preta, Pernambuco, Brasil

Tema

feminismo, sexualidade, violência

Tipo

escultura

Descritivo

Concreto, resina e tinta náutica / 33m x 16m x 6m

Direito autoral

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