Placa “Cuidado”

Placas de atenção são espalhadas pela cidade indicando o trabalho na via. Por mais que as mulheres tenham sido integradas à força de trabalho no último século, essas placas sempre indicam a presença de “Homens trabalhando”. Esta placa da artista e ativista Lara Lima busca refletir sobre a invisibilização dos corpos femininos e as diversas violências resultantes da desigualdade de gênero, inclusive no mundo da arte. Nos acervos dos museus, nas grandes coleções e nas representações de galerias de arte, as mulheres artistas são minoria. Também por isso a maioria das artistas trabalham em outros campos para bancar suas vidas e produções, realizando dupla ou tripla jornada. A placa “Cuidado” é uma tentativa de chamar atenção para todo trabalho invisível e foi criada durante a pesquisa para a exposição Ingajá, no Museu do Ingá, em Niterói, em 2019. Para a mostra, foram produzidas diversas réplicas desta placa que, ao serem deslocadas para diferentes ambientes, servem como um dispositivo de invenção de espaços de produção e criação, tecendo uma rede de mulheres artistas à procura de visibilidade para seus trabalhos. As placas podem ser adquiridas com a artista ou impressas a partir do arquivo disponibilizado aqui.

Este conteúdo foi produzido e inserido como contrapartida do Inciso II da Lei Aldir Blanc, Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura/ Ministério do Turismo e Governo Federal.

autoria

Lara Lima

Data

Outubro de 2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brazil

Tema

desigualdade, trabalho

Tipo

placa

Descritivo

Adesivo sobre placa de PVC / 38,5 x 60 cm

Direito autoral

Fora Governo Bolsonaro

Devido ao aumento de casos de Covid-19, o movimento feminista do Rio de Janeiro decidiu não realizar um ato centralizado no dia 8 de março de 2021. Pequenas “brigadas feministas” foram criadas para realizar ações espalhadas pelo território, evitando aglomerações. Este lambe faz parte de uma série criada por Lara Lima, do GT de comunicação do 8M RJ. Centenas de cópias foram impressas em diversos gabinetes aliados e disponibilizadas no Armazém do Campo, na Lapa, para coleta pelas brigadas feministas. Nestes materiais estão as principais bandeiras defendidas pelo movimento em 2021. O eixo do 8M RJ foi: “Mulheres na luta pela vida! Fora governo Bolsonaro, em defesa do SUS, vacina para todes e auxílio emergencial já! Água é um direito, não à privatização da CEDAE”. Ao longo de março, uma segunda versão dos lambes foi criada, sem a identificação do 8M RJ, para que pudessem ser espalhados pelo país. Esta é a versão que disponibilizamos para download.

autoria

Lara Lima

Data

Março de 2021

Data de luta

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

democracia, direitos

Tipo

lambe

Descritivo

Arquivo digital

Direito autoral

Três anos sem respostas, sem justiça. Quem mandou matar Marielle?

Devido ao aumento de casos de Covid-19, o movimento feminista do Rio de Janeiro decidiu não realizar um ato centralizado no dia 8 de março de 2021. Pequenas “brigadas feministas” foram criadas para realizar ações espalhadas pelo território, evitando aglomerações. Este lambe faz parte de uma série criada por Lara Lima, do GT de comunicação do 8M RJ. Centenas de cópias foram impressas em diversos gabinetes aliados e disponibilizadas no Armazém do Campo, na Lapa, para coleta pelas brigadas feministas. Nestes materiais estão as principais bandeiras defendidas pelo movimento em 2021. O eixo do 8M RJ foi: “Mulheres na luta pela vida! Fora governo Bolsonaro, em defesa do SUS, vacina para todes e auxílio emergencial já! Água é um direito, não à privatização da CEDAE”. Ao longo de março, uma segunda versão dos lambes foi criada, sem a identificação do 8M RJ, para que pudessem ser espalhados pelo país. Esta é a versão que disponibilizamos para download.

autoria

Lara Lima

Data

Março de 2021

Data de luta

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

democracia, violência, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

lambe

Descritivo

Arquivo digital

Direito autoral

Bandeira “Ele não”

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

democracia, direitos reprodutivos

Tipo

bandeira

Descritivo

Impressão serigráfica sobre tecido / 40 x 30 cm

Direito autoral

Bandeira “Marielle presente”

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência

Tipo

bandeira

Descritivo

Impressão serigráfica sobre tecido / 40 x 30 cm

Direito autoral

Calendário Audre Lorde

Calendário feito pela CAMTRA (Casa da Mulher Trabalhadora) traz famosa frase da escritora caribenha-americana, negra, feminista, lésbica e ativista dos direitos civis: “Seu silêncio não vai te proteger”

autoria

CAMTRA (Casa da Mulher Trabalhadora)

Data

2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

direitos, diversidade, justiça

Tipo

calendário

Descritivo

Impressão sobre papel / 60x40cm

Direito autoral

Todos os direitos reservados

A educação é valiosa

A artista Ana Miguel usa a linguagem de carimbos desde os anos 80, em caixinhas “para crianças”, edições limitadas ou convites. Em 2015, diante dos ataques à presidenta eleita Dilma Roussef e ao início do processo que resultou no golpe e empossou Michel Temer, a artista começou a produzir adesivos para colar pela cidade e distribuir para amigos e em manifestações, “como quem partilha um afeto”.  A ideia era explicitar a relação entre afeto e democracia, usando um material que traz a memória da intimidade, dos cadernos escolares, um tipo de imagem claramente caseira e meiga para fazer um ato de resistência face à brutalidade do momento histórico. 

autoria

Ana Miguel

Data

2015

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

democracia, direitos, educação

Tipo

adesivo

Descritivo

Impressão de carimbos sobre papel adesivo / 11 x 3,5 cm

Direito autoral

Sertransneja

Cordel do coletivo de artistas Xica Manicongo, que atuou no Rio de Janeiro de 2017 a 2019.

autoria

Tertuliana Lustosa, Wescla Vasconcelos, A Marcia Mascarenhas, Matheusa Passareli, Coletivo Xica Manicongo, Lidi Oliveira

Data

2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

diversidade, direitos, LGBTQIA+

Tipo

cordel

Descritivo

Xilogravura e impressão sobre papel / 15 x 10,5 cm

Direito autoral

Mais livros menos armas

Menos violência e militarismo, mais investimentos em educação – esta tela foi criada para as oficinas voltadas para crianças.

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, educação

Tipo

tela de serigrafia

Descritivo

Tela de serigrafia recortada manualmente / 40 x 50 cm

Direito autoral

Zine-feminista

54 itens

A coleção Zine-feminista foi coletada e organizada pela artista pesquisadora Camila Puni e reúne originalmente 101 zines produzidos principalmente no Sul e Sudeste do Brasil e auto-publicados entre 2015 e 2019, período de intensas movimentações sócio-políticas e lutos coletivos. Parte significativa destes zines foram selecionados para compor o acervo Compa. Aqui você pode acessar:

Vozes lesbianas, preta riot, bissexuais, sapatão peluda, translesbichas, poliamorosas; são vozes de bruxas, xerecas satânicas, gorda terrorista, riot grrrl; textos em máquinas de escrever, a punho e nanquim; experimentações visuais com colagens digitais e feitas a mão; desenhos autorais, mapa astral, receitas veganas; desabafos, expurgos da violência urbana, homofobias cotidianas e violências em espaços libertários; sabedorias de cura e afeto.

Digitalizar os zines da coleção zine-feminista é um esforço em preservar e manter viva a cultura de zines queer-feminista do Brasil. É torná-los acessíveis à pesquisa, à docência, a coletivos, a amantes de zine e a quem mais se interessar por punk & design, por colagens ou auto-publicações. 

Cada zine aqui é nó a conectar dissidências numa grande rede: a rede da amizade zine-feminista. É escrevendo sobre si e seu mundo ao redor que as zineiras criam sua (re)existência, expurgam suas dores e colam nas folhas de papel suas micropolíticas.