O Rio de Janeiro continua lindo e opressor

Este lambe foi colado na Rua do Senado, Centro do Rio de Janeiro, em agosto de 2019. A pichação “bixas no poder” foi feita no mesmo dia e acompanha o lambe. A ação foi realizada por Sabine Passareli na noite de encerramento da Residência Corpos Estranhos, na Despina, projeto concebido em reação ao assassinato da artista Matheusa Passareli, aos 21 anos, em 2018. A foto, de Igor Furtado, mostra Sabine Passareli no Museu Militar, em São Cristóvão, vestindo uma camiseta bordada por Igor em referência à zine de Matheusa Passareli “O Rio de Janeiro continua lindo e opressor”. O bordado foi feito sobre uma camiseta de criança com a frase turística “O Rio de Janeiro continua lindo”. Esta ação é o encontro da poética de Matheusa, do registro de Igor e da performance de Sabine. A fotografia foi publicada pelo British Journal of Photography em Abril de 2021. 

Este conteúdo foi produzido e inserido como contrapartida do Inciso II da Lei Aldir Blanc, Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura/ Ministério do Turismo e Governo Federal.

autoria

Sabine Passareli, Igor Furtado

Data

Agosto de 2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, racismo, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

ação

Descritivo

Impressão sobre papel / 100 cm x 145 cm

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Parem de nos matar

Este cartaz foi produzido pela artista e ativista Marcela Fauth para a marcha no Dia Internacional da Mulher de 2018, no Rio de Janeiro. Em sangue menstrual, o grito urgente denunciava o alarmante crescimento nas taxas de feminicídio naquele ano. A artista utiliza fluídos corporais em diversas obras, e sua prática artística toma forma no dia-a-dia, nas investigações das tarefas e dos processos de trabalho, nas simbologias presentes no desenvolvimento das ações e no seu próprio posicionamento perante o mundo, como mulher, trabalhadora e artista. Além de abordar questões relativas ao universo feminino e à expressão das angústias de gênero, a artista também busca problematizar temas como auto-imagem/auto-representação, alteridade, o corpo e seus desdobramentos no contexto sociocultural e político do mundo contemporâneo, tendo a performance como um dos principais suportes.

Este conteúdo foi produzido e inserido como contrapartida do Inciso II da Lei Aldir Blanc, Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura/ Ministério do Turismo e Governo Federal.

autoria

Marcela Fauth

Data

Março de 2018

Data de luta

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

feminismo, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

cartaz

Descritivo

Sangue menstrual sobre cartolina aplicada em papel pluma / 42cm x 59cm

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Todos os direitos reservados

Três anos sem respostas, sem justiça. Quem mandou matar Marielle?

Devido ao aumento de casos de Covid-19, o movimento feminista do Rio de Janeiro decidiu não realizar um ato centralizado no dia 8 de março de 2021. Pequenas “brigadas feministas” foram criadas para realizar ações espalhadas pelo território, evitando aglomerações. Este lambe faz parte de uma série criada por Lara Lima, do GT de comunicação do 8M RJ. Centenas de cópias foram impressas em diversos gabinetes aliados e disponibilizadas no Armazém do Campo, na Lapa, para coleta pelas brigadas feministas. Nestes materiais estão as principais bandeiras defendidas pelo movimento em 2021. O eixo do 8M RJ foi: “Mulheres na luta pela vida! Fora governo Bolsonaro, em defesa do SUS, vacina para todes e auxílio emergencial já! Água é um direito, não à privatização da CEDAE”. Ao longo de março, uma segunda versão dos lambes foi criada, sem a identificação do 8M RJ, para que pudessem ser espalhados pelo país. Esta é a versão que disponibilizamos para download.

autoria

Lara Lima

Data

Março de 2021

Data de luta

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

democracia, violência, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

lambe

Descritivo

Arquivo digital

Direito autoral

Eu paro pelo fim do feminicídio

Cartazes criados para fomentar a Greve Internacional de Mulheres no Brasil, em sua primeira edição.

autoria

Deia Kulpas

Data

08 de Março de 2017

Data de luta

8 de Março - Dia Internacional da Mulher

Local

Porto Alegre, RS, Brasil

Tema

feminismo, gênero, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

cartaz

Descritivo

Impressão digital sobre papel / A4

Direito autoral

Todos os direitos reservados

Semeadoras históricas, semente

Em diversas situações nas quais há homenagens ou menções à Marielle Franco ou à violações de direitos humanos, especialmente de mulheres, LGBTQIA+, e do povo negro, a placa está presente. A Rua Marielle Franco virou um ícone antifa, um caminho a ser percorrido. Neste registro histórico, Conceição Evaristo, Angela Davis e Benedita da Silva, figuras emblemáticas das lutas das mulheres negras, seguram a placa em homenagem a Marielle Franco. #respeito

autoria

Mídia Ninja

Data

2018

Local

Brasil

Tema

lesbo/trans/feminicídio, violência, racismo

Tipo

foto/registro

Descritivo

Fotografia digital

Direito autoral

Todos os direitos reservados

Placas da Rua Marielle Franco no mundo

A placa virou uma semente de Marielle e ganhou o Brasil e o mundo. Réplicas da original foram enviadas para o exterior e impressas em diversos países, e versões de placas de ruas seguindo o padrão de outros países foram produzidas inspiradas na ideia da placa original. O assassinato de Marielle Franco repercutiu mundialmente e a placa virou um de seus símbolos de luta. Selecionamos e reproduzimos ao lado algumas das muitas publicações espontâneas que documentam a trajetória das placas pelo mundo.

autoria

Desconhecida

Data

2018

Local

Global

Tema

lesbo/trans/feminicídio, racismo, violência

Tipo

placa

Descritivo

Materiais e formatos variados

Direito autoral

Nem uma a menos

Tela feita em 2019 em conexão com o movimento feminista argentino Ni Una Menos, que luta contra a violência de gênero. Naquele ano, o Brasil teve um aumento de 7,3% nos casos de feminicídio em comparação com 2018, registrando 1.314 mulheres mortas pelo fato de serem mulheres – uma a cada 7 horas, em média.

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

tela de serigrafia

Descritivo

Tela de serigrafia recortada manualmente / 40 x 50 cm

Direito autoral

Marielle presente

A tela em homenagem à Marielle Franco foi feita no calor da revolta, nas horas seguintes ao seu assassinato. No dia seguinte diversas mulheres passaram pelo ateliê do Vem pra Luta Amada para imprimir bandeiras e camisetas antes do ato em repúdio ao crime, que aconteceu no Rio de Janeiro. Desde então, esta tela está presente em todas as oficinas públicas do grupo.

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

14 de Março de 2018

Data de luta

14 de março - Dia de Luta por Justiça por Marielle Franco

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, racismo, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

tela de serigrafia

Descritivo

Tela de serigrafia / 40 x 50 cm

Direito autoral

Bandeirão LGBTQIA+ da placa Rua Marielle Franco

Para a parada LGBTQIA+ de 2019, no Rio de Janeiro, Ana Archis idealizou e produziu, com a colaboração financeira de amigos e artistas como Camila Pitanga, Guta Stresser, Letrux e Rodrigo Penna, um bandeirão da placa Rua Marielle Franco. A bandeira foi esticada em frente ao carro Lésbico, que estava homenageando Marielle Franco e contava com a presença da Mônica Benício.

autoria

Ana Archis

Data

22 de Setembro de 2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

lesbo/trans/feminicídio, racismo, violência

Tipo

bandeira

Descritivo

Impressão sobre tecido / 5 x 10m

Direito autoral

Todos os direitos reservados

Placa Rua Marielle Franco, versão LGBTQIA+

A versão arco-íris da placa já havia sido criada, reafirmando Marielle Franco como uma defensora das bandeiras e direitos LGBTQIA+, mas só repercutiu durante a Parada de Copacabana de 2019.

autoria

Ana Archis

Data

22 de Setembro de 2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

racismo, violência, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

placa

Descritivo

Placa feita em adesivo vinílico colado sobre acrílico / 24 x 48 cm

Direito autoral