Meu peito, minha bandeira, meu direito

A ação “Meu peito, minha bandeira, meu direito”, de Indianarae Siqueira, questiona a legislação e os dispositivos que insistem em controlar os corpos, especialmente os não normativos. Esta ação estético-política de enfrentamento direto consiste em expor os seios em locais públicos, e provoca a reflexão quanto à desigualdade de gênero na legislação, questionando tanto a repressão às mulheres quanto a violência do não reconhecimento da identidade das pessoas trans. No Brasil, uma mulher mostrar os seios em público é considerado crime. Ao expor os seios e ser detida pela polícia, Indianarae argumentava que teriam que prender todos os homens sem camisa, porque ela era legalmente homem. “Se eles me condenassem, estariam me reconhecendo como pessoa trans e abrindo um precedente para que todas as pessoas trans fossem respeitadas por sua identidade de gênero. Ao mesmo tempo eu estaria sendo condenada enquanto mulher, dizendo claramente que homens e mulheres não são iguais perante a lei”, diz Indianarae. Esta ação foi realizada 13 vezes desde 1995, quando Indianarae, com apoio de Jovana Baby Cardoso, a matriarca do movimento organizado de travestis e transexuais no Brasil, expõe os seios em cima do trio durante a 1a parada LGBTIA+ do Rio de Janeiro, contestando a própria organização da parada, que pedia que travestis não mostrassem os seios para não haver repressão. Desde então, foi detida em Santos-SP por fazer topless na praia do José Menino, e no Rio de Janeiro foi abordada oito vezes, sendo levada a julgamento e liberada com arquivamento do processo pela complexidade do caso. Aqui em Compa, documentamos a ação durante a Marcha das Vadias de 2012, no Rio de Janeiro. (Texto em parceria com Tropicuir – arquivo transviado).

Este conteúdo foi produzido e inserido como contrapartida do Inciso II da Lei Aldir Blanc, Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura/ Ministério do Turismo e Governo Federal.

autoria

Indianarae Siqueira

Data

26 de Maio de 2012

Data de luta

Marcha das Vadias

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

direitos, legislação

Tipo

ação

Descritivo

Ação

Direito autoral

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O Rio de Janeiro continua lindo e opressor

Este lambe foi colado na Rua do Senado, Centro do Rio de Janeiro, em agosto de 2019. A pichação “bixas no poder” foi feita no mesmo dia e acompanha o lambe. A ação foi realizada por Sabine Passareli na noite de encerramento da Residência Corpos Estranhos, na Despina, projeto concebido em reação ao assassinato da artista Matheusa Passareli, aos 21 anos, em 2018. A foto, de Igor Furtado, mostra Sabine Passareli no Museu Militar, em São Cristóvão, vestindo uma camiseta bordada por Igor em referência à zine de Matheusa Passareli “O Rio de Janeiro continua lindo e opressor”. O bordado foi feito sobre uma camiseta de criança com a frase turística “O Rio de Janeiro continua lindo”. Esta ação é o encontro da poética de Matheusa, do registro de Igor e da performance de Sabine. A fotografia foi publicada pelo British Journal of Photography em Abril de 2021. 

Este conteúdo foi produzido e inserido como contrapartida do Inciso II da Lei Aldir Blanc, Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro/Secretaria Municipal de Cultura, Secretaria Especial de Cultura/ Ministério do Turismo e Governo Federal.

autoria

Sabine Passareli, Igor Furtado

Data

Agosto de 2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, racismo, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

ação

Descritivo

Impressão sobre papel / 100 cm x 145 cm

Direito autoral

Todos os direitos reservados

Paisagem política

Ação do Vem pra Luta Amada de criar paisagens político-feministas, produzindo massivamente materiais para causar um embate ou reforçar uma ideia. A ação Paisagem Política acontece em diversos formatos, como por exemplo nesta oficina realizada durante a Feira Coolméia, na Glória, Rio de Janeiro, em data próxima do primeiro ano do assassinato de Marielle Franco. Foram distribuídas 200 bandeiras rosas, vermelhas e azuis de “Marielle presente”, apenas para mulheres que pendurassem a bandeira ao corpo e se comprometessem a passar o dia com ela.

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

09 de Março de 2019

Data de luta

14 de março - Dia de Luta por Justiça por Marielle Franco

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, direitos, feminismo

Tipo

ação

Descritivo

ação de distribuição de bandeiras para criar paisagens políticas

Direito autoral

Guerrilha gráfica – oficinas de impressão

O Vem pra Luta Amada realiza oficinas de serigrafia e impressão em espaços públicos, atos e eventos feministas, feiras e escolas.

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

2018

Local

Brasil

Tema

feminismo, direitos, educação

Tipo

ação

Descritivo

Oficinas públicas de impressão

Direito autoral

Guarda-chuva de pautas feministas

Este guarda-chuva foi customizado por acaso num dia de chuva e virou uma ação recorrente do Vem pra Luta Amada nos atos e marchas feministas. Diversas bandeiras para mulheres diversas.

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

feminismo

Tipo

ação

Descritivo

Ação de carregar um guarda-chuva coberto por bandeiras feministas

Direito autoral

Abortistas – intervenções urbanas

Numa série de intervenções o Vem pra Luta Amada “veste” estátuas com o lenço verde pela legalização do aborto.

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

feminismo, direitos reprodutivos

Tipo

ação

Descritivo

Intervenção urbana com aplicação de lenço sobre estátuas

Direito autoral

Bandeiras-lambe Vem pra Luta Amada

A ambição de criar paisagens políticas do Vem pra Luta Amada tem origem em atos e manifestações e se expande para uma série de intervenções que buscam incorporar ativismo ao contexto urbano cotidiano.

autoria

Vem pra Luta Amada

Data

2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

feminismo

Tipo

ação

Descritivo

Bandeiras coladas sobre paredes / dimensões variadas

Direito autoral

Coletivo Passarinho: placas Rua Marielle Franco em Buenos Aires

O Coletivo Passarinho, iniciativa que propõe diálogos de resistência Brasil-Argentina, fez uma série de homenagens a Marielle Franco em Buenos Aires no dia 14 de março de 2019, quando completou um ano de seu assassinato. Dentre elas, renomeiam simbolicamente uma estação de metrô e algumas ruas da capital argentina e fazem registros com as Mães de Maio segurando as placas de Rua Marielle Franco.

autoria

Coletivo Passarinho

Data

14 de Março de 2019

Data de luta

14 de março - Dia de Luta por Justiça por Marielle Franco

Local

Buenos Aires, Argentina

Tema

racismo, lesbo/trans/feminicídio, violência

Tipo

ação

Descritivo

ação com as placas Rua Marielle Franco em Buenos Aires

Direito autoral

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365 placas Rua Marielle Franco em Brasília

No marco de um ano do assassinato de Marielle, foram distribuídas 365 placas da Rua Marielle Franco na Praça Zumbi dos Palmares, em Brasília.

autoria

Coletiva

Data

14 de Março de 2019

Data de luta

14 de março - Dia de Luta por Justiça por Marielle Franco

Local

Brasília, DF, Brasil

Tema

racismo, lesbo/trans/feminicídio, violência

Tipo

ação

Descritivo

Ação de distribuição de placas

Direito autoral

Mil placas da Rua Marielle Franco

Após a depredação da placa original da Cinelândia por um político de extrema-direita, o site O Sensacionalista lança uma campanha para arrecadar fundos para imprimir 1000 placas da Rua Marielle Franco, em tamanho reduzido. As placas foram distribuídas gratuitamente ao público no dia 14 de outubro de 2018, no mesmo local, juntamente com o ato que marca 7 meses sem respostas pelo crime. Durante o evento, Mônica Benício, viúva de Marielle, recoloca simbolicamente a placa no poste do qual a original foi retirada e depredada.

autoria

O Sensacionalista

Data

14 de Outubro de 2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, racismo, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

ação

Descritivo

Ação de arrecadação, impressão e distribuição de mil placas da Rua Marielle Franco

Direito autoral

Todos os direitos reservados