Placa “Cuidado”

Placas de atenção são espalhadas pela cidade indicando o trabalho na via. Por mais que as mulheres tenham sido integradas à força de trabalho no último século, essas placas sempre indicam a presença de “Homens trabalhando”. Esta placa da artista e ativista Lara Lima busca refletir sobre a invisibilização dos corpos femininos e as diversas violências resultantes da desigualdade de gênero, inclusive no mundo da arte. Nos acervos dos museus, nas grandes coleções e nas representações de galerias de arte, as mulheres artistas são minoria. Também por isso a maioria das artistas trabalham em outros campos para bancar suas vidas e produções, realizando dupla ou tripla jornada. A placa “Cuidado” é uma tentativa de chamar atenção para todo trabalho invisível e foi criada durante a pesquisa para a exposição Ingajá, no Museu do Ingá, em Niterói, em 2019. Para a mostra, foram produzidas diversas réplicas desta placa que, ao serem deslocadas para diferentes ambientes, servem como um dispositivo de invenção de espaços de produção e criação, tecendo uma rede de mulheres artistas à procura de visibilidade para seus trabalhos. As placas podem ser adquiridas com a artista ou impressas a partir do arquivo disponibilizado aqui.

autoria

Lara Lima

Data

Outubro de 2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brazil

Tema

desigualdade, trabalho

Tipo

placa

Descritivo

Adesivo sobre placa de PVC / 38,5 x 60 cm

Direito autoral

Placa Slam das Minas RJ

Placa comemorativa de dois anos de criação do Slam das Minas RJ. “Slam das Minas é uma batalha de poesia que acontece desde maio de 2017 em espaços públicos do Estado do Rio de Janeiro, de forma itinerante e mensal. Organizado por Carol Dall Farra, Débora Ambrósia, Gênesis, Letícia Brito, Lian Tai, Rejane Barcellos, DJ Bieta e Andrea Bak. Reunidas, mulheres de diversas localidades na busca de um espaço seguro e livre de opressões para desenvolvimento da potência artística de mulheres [héteras, lésbicas, bis e trans], pessoas queer, agender, não bináries e homens trans. Optou-se pela ocupação da rua para acabar com a invisibilidade dessas pessoas e para estimular os encontros e afetos. Com participação de poetas, musicistas, performers e transeuntes, o microfone aberto para o empoderamento”.

autoria

Slam das Minas-RJ

Data

Maio de 2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

democracia, direitos, LGBTQIA+

Tipo

placa

Descritivo

Impressão sobre papel plastificado / 15 x 30 cm

Direito autoral

Todos os direitos reservados

Placas da Rua Marielle Franco no mundo

A placa virou uma semente de Marielle e ganhou o Brasil e o mundo. Réplicas da original foram enviadas para o exterior e impressas em diversos países, e versões de placas de ruas seguindo o padrão de outros países foram produzidas inspiradas na ideia da placa original. O assassinato de Marielle Franco repercutiu mundialmente e a placa virou um de seus símbolos de luta. Selecionamos e reproduzimos ao lado algumas das muitas publicações espontâneas que documentam a trajetória das placas pelo mundo.

autoria

Desconhecida

Data

2018

Local

Global

Tema

lesbo/trans/feminicídio, racismo, violência

Tipo

placa

Descritivo

Materiais e formatos variados

Direito autoral

Placa Rua Marielle Franco, versão LGBTQIA+

A versão arco-íris da placa já havia sido criada, reafirmando Marielle Franco como uma defensora das bandeiras e direitos LGBTQIA+, mas só repercutiu durante a Parada de Copacabana de 2019.

autoria

Ana Archis

Data

22 de Setembro de 2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

racismo, violência, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

placa

Descritivo

Placa feita em adesivo vinílico colado sobre acrílico / 24 x 48 cm

Direito autoral

Marias, Mahins, Marielles: placa Rua Marielle Franco versão Mangueira

Após a vitória da Mangueira em 2019 com o samba enredo que homenageava Marielle Franco, Ana Archis fez uma versão comemorativa da placa em verde e rosa, que também foi disponibilizada a preço de custo pelo Sidnei Balbino, tendo sido vendida nas arquibancadas durante o desfile das campeãs e distribuída pela Mônica Benício para alguns integrantes da Escola antes do desfile.

autoria

Ana Archis

Data

9 de Março de 2019

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

lesbo/trans/feminicídio, racismo, violência

Tipo

placa

Descritivo

Adesivo vinílico colado em placa de acrílico / 24 x 48 cm

Direito autoral

Sementes: placas da Rua Marielle Franco em gabinetes

Em 1º de fevereiro de 2019, as deputadas estaduais e federais eleitas, que foram companheiras de luta de Marielle, tomam posse na ALERJ e no Congresso Nacional e, durante as cerimônias, seguram as placas que depois são colocadas na porta dos gabinetes. O documentário “Sementes: mulheres pretas no poder” registra estes momentos e conta como a barbárie da morte de Marielle Franco se transformou num grande levante mulherista e feminista.

autoria

Ana Archis

Data

1 de Fevereiro de 2019

Local

Brasil

Tema

lesbo/trans/feminicídio, racismo, violência

Tipo

placa

Descritivo

Adesivo vinílico colado em placa de acrílico / 24 x 48 cm

Direito autoral

Políticos e artistas com a placa Rua Marielle Franco

Após a depredação da placa original da Cinelândia por um político de extrema-direita e da ampla produção que se seguiu de réplicas a preço de custo pela gráfica de Sidnei Balbino, indicado pela ativista Ana Archis para produzir as mil placas, políticos e artistas passaram a usar as placas como símbolo antifascista, de resistência e de luta por justiça por Marielle durante as eleições de 2018.

autoria

Ana Archis

Data

2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

racismo, lesbo/trans/feminicídio, violência

Tipo

placa

Descritivo

Adesivo vinílico colado em placa de acrílico / 24 x 48 cm

Direito autoral

Todos os direitos reservados

Quarta placa Rua Marielle Franco: ato no local do crime

Após o assassinato de Marielle Franco, a fotógrafa, ativista lésbica e anarquista Ana Archis criou a placa de rua em sua homenagem. No total, foram impressas pela ativista seis placas seguindo as mesmas medidas das placas de rua do Rio de Janeiro, das quais apenas quatro foram coladas. A quarta placa a ser colada foi no primeiro ato em homenagem a Marielle no local do crime no Estácio, na esquina das Ruas Joaquim Palhares com João Paulo I, no dia 28 de março de 2018.

autoria

Ana Archis

Data

28 de Março de 2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, racismo, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

placa

Descritivo

Adesivo vinílico colado em placa de acrílico / 30,5 x 63,5 cm

Direito autoral

Terceira placa Rua Marielle Franco: Panteras Negras

Após o assassinato de Marielle Franco, a fotógrafa, ativista lésbica e anarquista Ana Archis criou a placa de rua em sua homenagem. No total, foram impressas pela ativista seis placas seguindo as mesmas medidas das placas de rua do Rio de Janeiro, das quais apenas quatro foram coladas. A terceira placa a ser colada foi através de uma ação performática política das Panteras Negras durante o ato em homenagem a Marielle na Casa das Pretas, no dia 22 de março de 2018.

autoria

Ana Archis

Data

22 de Março de 2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, racismo, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

placa

Descritivo

Adesivo vinílico colado em placa de acrílico / 30,5 x 63,5 cm

Direito autoral

Duas primeiras placas Rua Marielle Franco

Após o assassinato de Marielle Franco, a fotógrafa, ativista lésbica e anarquista Ana Archis criou a placa de rua em sua homenagem. No total, foram impressas pela ativista seis placas seguindo as mesmas medidas das placas de rua do Rio de Janeiro, das quais apenas quatro foram coladas. As duas primeiras a serem coladas foram as da Av. Rio Branco e Cinelândia, durante o ato ecumênico em homenagem a Marielle, no dia 20 de março de 2018.

autoria

Ana Archis

Data

20 de Março de 2018

Local

Rio de Janeiro, RJ, Brasil

Tema

violência, racismo, lesbo/trans/feminicídio

Tipo

placa

Descritivo

Adesivo vinílico colado em placa de acrílico / 30,5 x 63,5 cm

Direito autoral